O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou segunda-feira em Washington a aprovação de um crédito de 171,5 milhões de dólares a Angola, elevando para 514,5 milhões de dólares o montante desembolsado pela instituição.
A aprovação foi dada em reunião da administração do FMI, no decurso da qual o desempenho do programa económico angolano apoiado pelo acordo “stand-by” foi avaliado de forma positiva.
No comunicado, o director-adjunto do FMI Murilo Portugal aplaude a retoma dos leilões de moeda estrangeira, considerando prioritária a eliminação de controlos administrativos sobre o mercado cambial, uma vez introduzidas medidas de estímulo da liquidez.
O acordo com Angola foi aprovado em Novembro de 2009, para apoiar o país a ultrapassar os efeitos da crise económica e financeira internacional, que reduziram as receitas petrolíferas, grande fonte de rendimento do país e prevê um desembolso total de 1,3 mil milhões de dólares pelo FMI, ao longo de 27 meses.
Na primeira revisão desde a aprovação do acordo, a administração do FMI acedeu ainda ao incumprimento de duas metas do acordo: a não acumulação de novos pagamentos atrasados externos e domésticos.
“O aumento do tecto de créditos externos pode ser levado a cabo à luz das grandes necessidades de infra-estruturas de Angola e baixo nível de endividamento, mas será essencial que os projectos associados sejam convenientemente avaliados e que seja gerida de forma eficaz a dívida gerada”, sublinha.
Depois da estagnação de 2009, o FMI actualizou no final de Abril as suas previsões para Angola, apontando para um crescimento económico de 7,1 por cento em 2010 e de 8,3 por cento em 2011.
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O FMI criou também um mapa onde compara diferentes países africanos. Uma forma excelente de visualizar os dados.
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Agradeço,
José Vacondeus